Provavelmente alguma vez na vida você leu um livro de autoajuda. Muito mais provável ainda você publicou nas suas redes sociais uma frase de efeito, superação e compreensão profunda sobre si mesmo e a vida. Isso se dá pelo desejo imposto à nós por uma sociedade de consumo, partindo da busca total pelo prazer. Do encontro de um estado de felicidade pleno, suficiente ou, ao menos aparente da cessação da dor. Mas, será possível ser feliz?
Vamos primeiro partir da compreensão do que se entende por ser feliz. Você precisa responder a si mesmo o que é ser feliz, tomando cuidado para não cair nos velhos clichês, mas que você nem ao menos acredita. Então, vamos lá. Dê uma pausa nesse texto e defina a si mesmo, o que é ser feliz.
A sua resposta dá algumas pistas mas, ela não é tudo o que você precisa saber para se tornar uma pessoa com felicidade. Somos um oceano e, sendo um oceano é impossível conhecermos todos os seus detalhes, dada a incrível extensão, em pouco tempo. Talvez nem uma vida seja o suficiente para conhecermos a totalidade do oceano. Nem se escolhêssemos apenas um oceano, por exemplo o Atlântico, conseguiríamos. Mas, calma o intuito não é lhe causar angústia e ansiedade.
Tenho certeza que dentre as suas respostas sobre o que é ser feliz estão coisas ligadas à família, amor, saúde, bens materiais e carreira. Todas elas coisas que são externas, conseguidas, adquiridas. Estão em outro lugar que não em si mesmo. Normalmente partidas de receitas prontas, ideias gerais e coletivas. Mas, acredite tudo isso é só a superfície do oceano, e quando chegamos lá, descobrimos que isso não satisfaz. Recebo pessoas no consultório que já conseguiram completar todo o check-list da felicidade e, ainda assim não se sentem felizes. Sentem-se frustradas, sentem-se ingratas com a vida, Deus e seus familiares. Porque ao que parece nada disso causa esse estado de felicidade.
A felicidade não é um lugar a se chegar. Ela não está em um lugar, ela não pode ser adquirida, e nem ser alcançada através de um tutorial que se acha na internet. A felicidade é a construção, o caminho e o compartilhar. Ser feliz não significa não ter dor, ser feliz é ter força, criatividade, bom humor para passar pela dor. A dor, aliás é imprescindível para ser feliz. É a dor que nos lembra como somos agraciados, se cessamos a dor, automaticamente cessamos a felicidade. Uma depende da outra, são irmãs que não podem se dissociarem.
Se você está tentando ser feliz, eu queria te fazer um convite. Desista! Porque a sua ideia de felicidade pode estar apenas na superfície da totalidade do seu ser. Você precisa conhecer as maravilhas da profundeza. Navegar sem pressa, conhecer as cores, os sabores, partilhar histórias e vida. E no fim conseguirá dizer que foi feliz, porque nunca ficou aguardando chegar em algum lugar para sê-lo. Mas, foi tudo o que pôde em todo o tempo. Contemplou, amou, compartilhou, admirou e se permitiu sair das rasas procuras. Ser feliz portanto, é SER. E para SER é necessário se conhecer.
Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Há 3 anos realizou a cirurgia bypass e emagreceu 65kg.
Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445

Nenhum comentário:
Postar um comentário