terça-feira, 23 de agosto de 2016

Consultório Virtual, uma nova realidade da Psicologia!



Com um sorriso sarcástico finalizou.

"Acho que eu deveria fazer psicologia. Sou quase psicóloga. Como manicure escuto todas as minhas clientes. Elas se abrem comigo. E atendo mais pessoas que você que é formada em psicologia. Quer saber, você que devia fazer um curso de manicure."
Aquilo entristeceu o coração da não tão recém formada assim. 
A manicure, e tantas outras profissionais, consegue esse lugar de confidente de suas/seus clientes, onde passa a se sentir um psicólogo amador, porque se aproxima destes. Cria relação.
Sabemos exatamente que tipo de serviço a manicure pode nos oferecer, não é mesmo? E a escuta ofertada acaba sendo uma consequência de estar à disposição. E os psicólogos, a população sabe o que eles podem oferecer? Sabem como pode ajudá-los em diversas situações? 
É preciso informar a população sobre a profissão. É preciso desburocratizar e desmistificar o acesso à psicoterapia. 
A maior ferramenta que temos de divulgação é a internet. Hoje no Brasil o número de lares brasileiros conectados à internet chegou à 32,3 milhões de domicílios em 2014. Pela primeira vez, 50% do total das casas estão conectadas, mostra a pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br). 
Ou seja, temos uma população ávida por conteúdo e por acesso à informação. Essa é também a população interessada em seu próprio desenvolvimento. 
Se você perguntar para alguns deles se já ouviram falar do coach e se sabem como, ou em que um coach pode ajudá-lo, provavelmente saberão responder. Já um psicólogo... Talvez ficarão no estigma que psicólogo é para casos de surto ou extremidades. É justamente esse estigma que faz eles se aproximarem da manicure, do cabeleireiro, do coach, e tantas outros profissionais que prestam um serviço e por consequência, acabam se abrindo com eles. 
Mas, eles não possuem a ciência psicológica como manejo para ajudar as pessoas.
É necessário criar canais abertos para a população saber sobre a profissão, e  como pode ser ajudado em inúmeras questões por um profissional psicólogo. E a internet oferece inúmeras ferramentes para isso. As ferramentas de divulgação da profissão são Blogs, perfis no instagram ou facebook, videos no youtube. E agora serviços como o Psic.live. Que é uma plataforma de acesso à população que tem receios, ou incertezas, de como um psicólogo poderá contribuir com seu desenvolvimento. Este poderá experienciar o contato com um profissional e então, compreender a dimensão do seu trabalho.


 A cada pessoa conectada ao Psic.live não será apenas um cliente/paciente para o profissional, mas será uma pessoa que estará conhecendo a ciência psicológica e assim sendo um multiplicador da profissão. A psicologia só tem a ganhar com isso e as pessoas que gostaríamos de ajudar em seus desenvolvimento também.
Eu já atendo online há algum tempo e percebe que o atendimento online se aproxima de um modelo da psicoterapia breve. Se for pela resolução do CRP o atendimento online não se configura como psicoterapia, mas sim como orientação psicológica.
Ora, no que tange acolher a angústia do paciente, o termo utilizado faz alguma diferença? Sim, para os psicólogos terem clareza de que tipo de trabalho irá prestar. No ambiente virtual não cabe o tempo e o manejo de um consultório. A coisa é mais focal,  é seletiva. E isso exige um empenho do psicólogo diferente.
A minha experiência de atendimento online, me baseando na psicoterapia breve me ensinou  algumas coisas com isso.
1: Identificar um tema latente, especifico como início. Isso não delimitará ou restringirá a escuta e o trabalho como um todo. Será apenas o norte.
2: A postura do psicólogo será mais ativa do que é classicamente em um ambiente face-to-face. Não há espaços para o “silêncio”. A elaboração do paciente é a partir da intervenção mais direcionada.
3: Fazer perguntas mais direcionadas à conclusão. Exemplo: “Você acredita que isso te trará o resultado que deseja?”, “Há uma outra forma de fazer/falar isso?”, “Se eu fosse essa pessoa, aqui, agora na sua frente, o que diria”. Permitindo assim que o cenário da mudança seja “ensaiado”.
4: Há de se fazer um fechamento na sessão. O paciente precisa de um feedback da sessão. Sendo retomado pelo psicólogo aquilo que foi tratado durante a sessão.  A sessão seguinte é importante que se faça relembrar o que foi tratado.
5: Perguntar ao paciente sobre suas elaborações das sessões anteriores.
6: Pedir definições das palavras. Exemplo, se ele disse que é imaturo. Pedir para que ele defina o que ele acredita ser “imaturo”.

Essas são apenas algumas elaborações e compressão que tive a partir das minhas experiências em atendimento online. A ideia com este texto é ser apoio e inspiração aos colegas que estão partindo para esse modelo de atendimento. Não desejo com esse texto parecer um novo teórico, ou tão pouco ditar um modelo de atendimento. Supervisiono algumas colegas que já atendem online e fico à disposição para pessoas que desejam orientação online para atendimento online. 

- Douglas Amorim CRP 18/01648



Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica.  Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445

quinta-feira, 23 de junho de 2016

10 hábitos seus que farão de seus filhos Obesos.








Por Psicólogo Douglas Amorim

        A forma como nos relacionamos com a comida é aprendida. Quando criança não temos o pensamento crítico suficiente para compreendermos como estamos estruturando o nosso próprio pensamento. E assim sendo, absorvemos o que conseguimos dos hábitos de nossa família. Passamos a nos comportar diante da comida com uma questão afetiva. Decidi fazer essa lista por considerar que é responsabilidade dos pais ensinar seus filhos à se relacionar de uma forma saudável com a comida.
Sou um ex obeso, perdi cerca de 65kg após realizar uma cirurgia.

1)      Elogiar quando o filho come tudo.
         Essa é uma prática dos pais. Acreditam que comer tudo o que está no prato é a forma correta de se alimentar. E não é. Comer correto é fazer escolhas saudáveis e comer conforme a fome. Se você estimula ele a limpar o prato, você não está permitindo que ele descubra qual é o tamanho da fome dele. Elogie quando ele come certo, verduras, frutas, quando bebe água.

2)      Perguntar se ele quer mais.
       Acredite, se ele desejar mais comida irá te informar. O hábito de repetir irá fazer com que ele sempre deseje repetir. Mesmo sem fome. Muitas vezes sem até vontade, só pelo fato de acreditar que é esse o correto.
   
3)      Falta de horário
       Se as refeições não tiverem horário, e isso inclui as sobremesas (biscoitos, bolos, iogurtes, etc.), será mais difícil controlar o horário deles desejarem o alimento. Se houver uma rotina alimentar, muito bem desenhada e exposta à criança, ela se encaixará. Se não há horários para eles dormirem também irá fazer com que a rotina se quebre, que deseje comer até tarde e acorde sem fome.

4)      Comer fora da mesa.
        Se alimentar na mesa faz com que a criança preste atenção no que está comendo. Ela se relaciona com comida de forma mais cerimoniosa. Aprende que aquela é a hora para se alimentar, e também não se distraem com outros estímulos, como a tv por exemplo. A saciedade tem a ver com percepção, se o foco for outro que não o alimento, com toda certeza irá comer um volume muito maior de comida.

5)      Achar bonitinho ele ser “gordinho”
         Se você associa beleza à um padrão físico, por uma questão de autodefesa, caso seu filho já esteja acima do peso, acabará dizendo que ele é bonitinho sendo gordinho. Isso cria uma imagem na cabeça dele. A comida acaba tendo um aspecto afetivo de se manter gordinho porque assim é bonito, porque os pais acham bonitinho.

6)      Não ensinar a diferença entre fome e vontade de comer
         Isso parece algo óbvio, mas muitas crianças não sabem essa diferença. Ensine seu filho como é a dor da fome. E que há apenas a vontade de comer. Se houver uma rotina alimentar, ele saberá controlar a vontade comer para saciá-la nos horários das refeições.

7)      Não criar rotina de exercícios ao ar livre
          É importante ensinar sobre as atividades físicas. Incentiva-lo a encontrar uma atividade que lhe dê prazer e apoiá-lo em sua escolha. Isso se faz criando rotinas de passeios em parques, clubes, pistas de caminhada. Ou, ao menos comprando uma bola, instalando uma cesta de basquete no quintal.

8)      Associar lazer/passeios à comida.
         Ir ao shopping fazer compras, ir ao cinema, ao circo, ao teatro, à festas, realizar viagens, é associado à comer muito? É associado à comer coisas de alto teor calórico e em excesso? Possivelmente seu filho irá aprender isso e replicar sem crítica esse hábito.

9)      Pular refeição.
        Eu sei que você já ouviu isso de muitos profissionais Nutricionistas, por isso  mesmo devo reiterar, não se deve pular nenhuma refeição. E isso inclui o café da manhã. Esse hábito é importante para a criança dar significado de fome às refeições. Que a vontade de comer pode ser controla e saciada nesses horários específicos. Importante organizar-se para que sempre tenha a possibilidade de alimentar as crianças quando estiver fora de casa. Talvez carregar frutas, ou outros alimentos também saudáveis.

10)   Usar o alimento como compensação ou prêmio
        Se você utiliza o alimento como prêmio para algum comportamento da criança, estará associando a comida à merecimento. O pensamento da criança será estruturado à possível “eu mereço esse bolo”, “eu mereço essa batata frita”. E nesse sentido a comida será utilizada como compensação afetiva ou como válvula de escape.


       Lembre-se, seu filho não sabe muitas coisas que você sabe. E todas essas dicas precisam ser observadas. O que você tem ensinado à seus filhos no que tange alimentar-se? Talvez ele esteja perdido nesse sentido, e se faz necessário que você ensine. Um filho obeso é responsabilidade dos pais e se hoje você acha “bonitinho”, saiba que ele sofrerá muito por estar fora do peso. Não ceda quando ele chorar pra comer fora do horário. Mantenha a rotina alimentar, ele logo aprende e no futuro com toda certeza irá lhe agradecer. Você quem sabe o melhor para eles.



Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Há 3 anos realizou a cirurgia bypass e emagreceu 65kg.
 Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445


domingo, 19 de junho de 2016

Descobri, tenho Síndrome de Asperger e agora?


Como explica o Grupo Asperger Brasil em sua fan page:
Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto funcionamento que só se tornou um diagnóstico “oficial” em 1994. Isso significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.
O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma diferente


1. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho da sua carreira.
Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a política do escritório. O problema pode ser SA.

2. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho do começo das suas amizades
Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma relação pessoal. O problema pode ser SA.
3. Síndrome de Asperger pode ser a razão Você ser “Obsessivo” em determinados temas
Você foi chamado de “obsessivo” ou “fanático”, mas você sente que está muito interessado em apenas um tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os seus interesses. Seria útil saber se você tem como.
4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu Estilo e vida Social
Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser SA.
5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu Romance
Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda? Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.
6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão Você é ter algum tipo de fobia
Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há muito estímulos sensoriais – mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da solução pode ser conseguir o diagnóstico.
7. Síndrome de Asperger pode estar tornando ou lhe afetando na escola (Faculdade).
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para obter o trabalho que você deseja.
8. Síndrome de Asperger pode ser um problema em uma relação importante
Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se você tem como.

9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.

10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades
Você tem se sentido “diferente” a sua vida inteira. Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.
Fonte: Grupo Asperger Brasil


Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. 
 Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445

sábado, 18 de junho de 2016

Desista de ser feliz!



Provavelmente alguma vez na vida você leu um livro de autoajuda. Muito mais provável ainda você publicou nas suas redes sociais uma frase de efeito, superação e compreensão profunda sobre si mesmo e a vida. Isso se dá pelo desejo imposto à nós por uma sociedade de consumo, partindo da busca total pelo prazer. Do encontro de um estado de felicidade pleno, suficiente ou, ao menos aparente da cessação da dor. Mas, será possível ser feliz?
       Vamos primeiro partir da compreensão do que se entende por ser feliz. Você precisa responder a si mesmo o que é ser feliz, tomando cuidado para não cair nos velhos clichês, mas que você nem ao menos acredita. Então, vamos lá. Dê uma pausa nesse texto e defina a si mesmo, o que é ser feliz.
       A sua resposta dá algumas pistas mas, ela não é tudo o que você precisa saber para se tornar uma pessoa com felicidade. Somos um  oceano e, sendo um oceano é impossível conhecermos todos os seus detalhes, dada a incrível extensão, em pouco tempo. Talvez nem uma vida seja o suficiente para conhecermos a totalidade do oceano. Nem se escolhêssemos apenas um oceano, por exemplo o Atlântico, conseguiríamos. Mas, calma o intuito não é lhe causar angústia e ansiedade.
       Tenho certeza que dentre as suas respostas sobre o que é ser feliz estão coisas ligadas à família, amor, saúde, bens materiais e carreira. Todas elas coisas que são externas, conseguidas, adquiridas. Estão em outro lugar que não em si mesmo. Normalmente partidas de receitas prontas, ideias gerais e coletivas. Mas, acredite tudo isso é só a superfície do oceano, e quando chegamos lá, descobrimos que isso não satisfaz. Recebo pessoas no consultório que já conseguiram completar todo o check-list da felicidade e, ainda assim não se sentem felizes. Sentem-se frustradas, sentem-se ingratas com a vida, Deus e seus familiares. Porque ao que parece nada disso causa esse estado de felicidade.
       A felicidade não é um lugar a se chegar. Ela não está em um lugar, ela não pode ser adquirida, e nem  ser alcançada através de um tutorial que se acha na internet.  A felicidade é a construção, o caminho e o compartilhar. Ser feliz não significa não ter dor, ser feliz é ter força, criatividade, bom humor para passar pela dor. A dor, aliás é imprescindível para ser feliz. É a dor que nos lembra como somos agraciados, se cessamos a dor, automaticamente cessamos a felicidade. Uma depende da outra, são irmãs que não podem se dissociarem.
   Se você está tentando ser feliz, eu queria te fazer um convite. Desista! Porque a sua ideia de felicidade pode estar apenas na superfície da totalidade do seu ser. Você precisa conhecer as maravilhas da profundeza. Navegar sem pressa, conhecer as cores, os sabores, partilhar histórias e vida. E no fim conseguirá dizer que foi feliz, porque nunca ficou aguardando chegar em algum lugar para sê-lo. Mas, foi tudo o que pôde em todo o tempo. Contemplou, amou, compartilhou, admirou e se permitiu sair das rasas procuras. Ser feliz portanto, é SER. E para SER é necessário se conhecer.


Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Há 3 anos realizou a cirurgia bypass e emagreceu 65kg.
 Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9 9293 9445

quinta-feira, 9 de junho de 2016

10 coisas que todo Bariatricado gostaria que você soubesse!




Eu tenho 3 anos de bypass, emagreci 65 kgs e ouvi muita coisa que não me ajudou no meu processo. As pessoas às vezes projetam na avaliação que fazem da cirurgia bariátrica suas posições a partir de inverdades sobre ela. Muitas dessas frases que ouvi não foram respondidas da maneira que eu deveria  ter respondido. Me deixaram tristes ou com raiva e só fui adquirir habilidade emocional após certo período. Como sou psicólogo, cuido para desenvolver em mim habilidades emocionais que proporcione eu transformar e filtrar o que eu ouço, para que não seja um gatilho de sentimentos ruins.
Já enfrentamos tantas coisas sendo obeso, não é verdade? Coisas essas que contribuíram para que fosse tomada a decisão em se submeter à cirurgia, e não obter apoio das pessoas pode ser algo que nem todo mundo está preparado pra lidar de forma positiva.
Por isso achei importante escrever sobre Coisas que todo Bariatricado gostaria que você soubesse!

1)     Obesidade é doença.
Quando optei pela cirurgia eu já tinha lutado com todas as ferramentas possíveis. A opção pela cirurgia não vem por conta da onda, não é desistência, não é porque é o caminho mais fácil. Pelo contrário, ela vem para corrigir e eliminar uma doença que não pude vencer sozinho (a).
2)     A cirurgia não é estética (não só).
Se eu me importo com estética? Sim, claro. Por isso corto o cabelo, mantenho as unhas limpas, compro roupas que me caiam bem. Exatamente como você. Mas, optei pela cirurgia porque sei que se não resolver essa questão agora, sofrerei muitas outras doenças que acompanham. Se eu vou ficar feliz de vestir um número 40/38? Com toda a certeza!
3)     Eu sabia das consequências.
Fiz muitas pesquisas sobre a cirurgia e as consequências dela. Conversei com pessoas e profissionais que conhecem muito bem cada coisa “ruim”. Sabia de experiências ruis e experiências ótimas de quem realizou, e ainda assim optei por ela porque me responsabilizei pelo risco.
4)     O processo de recuperação é lento.
Não espere que eu vá comer normal em menos de 1 ano. Sim, alguns alimentos me farão mal, vou entalar, vou vomitar, vou perder o apetite, vou ficar com cara de doente, talvez emagreça demais, talvez sinta dor de gases. Eu sei como está minha aparência e sei que faz parte do processo de recuperação.
 E ainda assim estarei feliz por ter me proporcionado a possibilidade de transformar minha vida. Logo tudo passa, porque sabia que o início era assim mesmo.
5)     Sim, sou uma pessoa normal.
Não há nada de diferente em mim. A não ser que estou em recuperação de uma doença chamada obesidade. Preciso me readaptar, refazer hábitos, mudar comportamento mediante à comida. Mas, se me der fome eu como. Às vezes mais, outras menos... Exatamente como minha equipe médica e profissional disse.
6)     Posso sim comer tudo.
Eu fiz a cirurgia para me auxiliar a emagrecer. Ela é um método de perda de peso rápido. Mas, eu não me transformei em uma árvore. Continuo “gente”, portanto tenho desejo por comida. Como de tudo (ou aquilo que me cai bem), só que em menor quantidade.
7)     Eu vou oscilar o peso e isso é normal até estabilizá-lo.
Eu sei quando eu aparentemente engordei um pouquinho. A balança me avisa sobre isso. E sei também que pode ser inchaço, retenção de liquido, ou apenas engordei mesmo. E isso não tem problema quando é entre dois e quatro quilos. Antes de dois anos não dá pra dizer que estabilizei o peso.
8)      Eu compreendo o que é ser obeso, você não.
Eu conheço os motivos que me fizeram optar pela cirurgia. Sei como é ser obeso em uma sociedade que valoriza a estética. Sei como é ter que trabalhar mais duro que os outros para ser respeitado, sei como é ser a segunda, terceira, quarta opção de alguém. Por isso, até compreendo sua opinião sobre a cirurgia, mas não aceito. Tudo bem ter sobrado um pouco de pele, tudo bem os desconfortos, tudo bem não comer mil pedaços de pizza no rodízio. Eu sei para onde não desejo voltar e isso me deixa feliz.
9)      Sim, posso mudar de comportamento.
Talvez eu tenha mudado mesmo. Porque o meu conceito sobre mim mesmo mudou. Já não há necessidade de me esforçar para agradar. E isso pode ser confundido com outras coisas, mas foi preciso me refazer e isso leva um tempo também.  
10) Eu sei que posso engordar de novo.
Sim, eu sei que posso engordar de novo. Por isso mudei a forma como me relaciono com a comida. Aprendi a saborear e a não comer desesperadamente. Aprendi a comer a quantidade da fome. Aprendi a fazer boas escolhas. E não deletei as fotos antigas. Quero que elas me lembrem do período que havia me abandonado e, como me sinto feliz e realizado hoje por ter ido lá me resgatar.



Muitas coisas ouvimos no nossos processo de recuperação. Precisamos lembrar que é um processo também para as pessoas que nos rodeiam. Elas não compreendem muito bem e precisam ser educadas por nós. As vezes iremos ouvir coisas que não gostamos e, quer saber? Tudo bem! As pessoas falam a partir de sua perspectiva. Elas não sabem o que estão dizendo. Então, para que isso não me faça me sentir mal, o melhor é enfatizar que foi uma decisão muito bem pensada e analisada, e que a opinião dela é apenas a opinião dela. Não se desgaste com essas pessoas, não gastem energia com elas. Gaste energia praticando exercícios, indo até a feira comprar frutas, correndo atrás do cachorro e das crianças que agora você consegue. Gaste energia indo comprar roupas novas naquela promoção que nunca pôde aproveitar. 

Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Há 3 anos realizou a cirurgia bypass e emagreceu 65kg.
 Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9293 9445

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Você é uma mãe ruim?


Qual é o preço que uma mulher paga para ser mãe? Se você está lendo esse texto e é mãe, certamente saberá dizer sem pensar muito o que enfrenta todos os dias por ter um dia optado em ser mãe. E se conseguir ainda elencar os pontos negativos, imagino a culpa que sente, ou o julgamento que receberá ao manifestar-se.
Ser mãe é padecer no paraíso como diz o ditado, o que fica subjetivado nessa crença popular é que a mãe deve se sacrificar em prol dos filhos, e até mesmo da família. Não sobra espaço para ela ser outra coisa que não mãe. E ainda assim dentro de um emaranhado de regras e exigências sociais daquilo que o outro entende por ser mãe.
Que carga de cobranças uma mãe recebe, não é mesmo?
Essa cobrança de perfeição têm produzido muita angústia e sofrimento. Elas acumulam papéis e precisam dar conta de todos. Ela não é apenas mãe. É mãe,  profissional, esposa, dona de casa e, muitas vezes provedora da casa também.
Os bebês sozinhos já exigiriam muito de uma pessoa. Eles necessitam de cuidado e atenção 24 horas nos primeiros meses de vida. A mãe precisa estar amparada física e psiquicamente para dar suporte para que o bebê se desenvolva da forma mais adequada possível. A nova rotina é desgastante, pois mesmo que tenha um companheiro, normalmente eles se envolvem até a página dois, o que deixa à cargo da mulher a responsabilidade maior.
Quando os filhos crescem esse papel não se modifica. É da mulher que será exigido cuidar da matricula na escola, ir à reunião, auxiliar na tarefa de casa, faltar trabalho para levar ao médico, cuidar da alimentação, roupas, etc.
O homem fica blindado socialmente e muitas vezes corrobora a pressão sobre a mulher a culpando quando algo não vai como “deve ser”.
Algumas pacientes apontam que muitas vezes se sentem solitárias. Visto que, ao que parece, ninguém compreende pelo o que estão passando.
Como se considerar boa mãe quando há inúmeras pessoas apontando como se deve ser. - Ou seja, evidenciando que você não é.-?

Primeiro há de se considerar que você é uma pessoa. Que possue vontades e desejos, sonhos e limitações. Que precisa de ajuda e apoio e não julgamentos. Outro gatilho importante, é se lembrar que seus pais não foram perfeitos. Foram tudo o que puderam ser e você sobreviveu. 
A pressão passa pelo que entendemos como o correto, também. A forma como percebemos a maneira que deveríamos, e queríamos ser. E isso é uma construção social e subjetiva.
Se a vertente for do “ser mãe é padecer no paraíso”, toda vez que sentir que não está correspondo à isso, o julgamento alheio irá se tornar algo mais pesado e real sobre você. É preciso se tratar com mais carinho e até mesmo justiça. Você sabe quando está dando o seu melhor e, só o fato de saber isso deveria servir para o seu descanso.
A maternidade pode se tornar algo mais leve e prazeroso, na medida que você se lembrar que suas limitações são até mesmo necessárias para você se desenvolver. Lembrar-se que as dificuldades e você mesma é a sua melhor professora. Então, porque não parar de padecer um pouco e aproveitar o paraíso. Sendo mãe, sendo esposa, sendo dona de casa, sendo profissional, sendo mulher e sendo você!
Douglas é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba

12 coisas que todo candidato à cirurgia bariátrica precisa saber antes de ir pra mesa de cirurgia!



1)      Que devo anotar todas as dúvidas e levar para as consultas.
Todo mundo passa por aquele branco típico de quem está ansioso. Antes de cada umas das consultas você têm mais perguntas prontas que um repórter iniciante. Quando está lá, frente ao profissional, some tudo da sua cabeça. Apenas fica concordando com o que está sendo dito. O ideal é você anotar as dúvidas e tirá-las, talvez não tenha tantas oportunidades de estar frente aquele profissional outra vez. E se tem uma coisa que um obeso, candidato à cirurgia, não quer perder é tempo.


2)      Que o tempo entre as primeiras consultas e a cirurgia, é o tempo para que eu possa compreender bem minha decisão.
Ás vezes se deixa consumir pela ansiedade e esquece-se que não se tornou obeso de um dia para o outro. Tão pouco ficará magro de um dia para outro. É um processo e demanda tempo, paciência, comprometimento com a própria decisão e bom humor.

3)      Devo confiar e seguir as recomendações médicas
Os médicos, em grande maioria, são experientes nessa cirurgia. É necessário  ouvi-los e compreender que nenhuma recomendação é em vão. Eles sabem do que que estão falando e podem dizer das consequências e riscos de ignorar uma delas.

4)      Os exames, consultas e laudos não são atoa
Muitas vezes é questionado os motivos de se pedir esse ou aquele laudo, essas dúvidas são comuns. Por isso, pergunte aos profissionais a importância da avaliação, exames e laudos. Vai te ajudar a compreender todo o cuidado que o cirurgião tem antes da cirurgia. Esses exames e laudos são para proteger a sua vida.

5)      Devo pesquisar muito bem sobre o médico escolhido
Converse com pacientes do seu médico. Faça pesquisa junto ao CRM da  sua região.

6)      Preciso conhecer e pesquisar sobre as técnicas
É de suma importância que você pesquise e conheça a técnica que seu médico irá realizar. Muitas vezes é escolhido o médico e não a técnica. Compreender a técnica e como será o processo de emagrecimento, segundo ela, é imprescindível. Isso irá te ajudar a manter a calma e esperar o tempo correto.

7)      Conversar com pessoas que fizeram a cirurgia
Conversar com as pessoas faz com que você crie expectativas boas, e te ajuda a conhecer as precauções necessárias do processo como um todo. Ajuda também a manter a ansiedade sob  controle e o medo também.

8)      Que se eu desejar me manter magro (a) terei que mudar meu comportamento
Você é obeso por conta de mal hábitos. Tão raro encontramos pessoas que desenvolveram a obesidade por conta de  uma outra enfermidade. E ainda assim se formos observar as raízes, descobriremos que foram mal hábitos. A tua relação coma comida precisará modificar após a cirurgia. Já ouvi de alguns pacientes que dizem que estão realizando a cirurgia para poderem comer o que querem sem engordar. Ledo engano. A cirurgia é para auxiliara a emagrecer, o que irá fazer durante o processo de emagrecimento no que tange mudança de pensamento, é o que irá te manter magro.

9)      Que há consequências
Há grandes mudanças me esperando. A tendência é se focar nas questões boas do pós cirúrgico, como a possibilidade de vestir-se, de se sentir mais disposto, de uma melhor auto-estima. E as consequências acabam sendo esquecidas ou colocadas de lado. E é exatamente isso que provoca os “textões arrependidos” nos grupos do facebook. Há muitos riscos em se optar pela cirurgia e se você não estiver disposto a enfrentar cada um deles de cabeça erguida, com bom ânimo e coragem, irá se arrepender antes mesmo dos primeiros MLs da fase liquida.


10)   Que não preciso contar para todo mundo que irei fazer a cirurgia
O caminho até a cirurgia é muito desgastante. Muita espera, muita dúvida e não são todas as pessoas que possuem uma rede de apoio. Muitas vezes os familiares  e amigos, por medo de perder um ente querido, tentam desencorajar o candidato.  Deve-se observar bem com quem pode contar, e para quem deve-se contar que está se preparando.

11)   Que sou  capaz de dominar meus sentimentos
Que sou capaz de dominar minhas vontades, desejos, ansiedade, medo e qualquer outra coisa a partir de uma decisão racional. E a partir da minha compreensão de tudo o que foi tratado nesse texto. 

12)   Que  o acompanhamento psicológico pós cirúrgico é fundamental
Muitas pessoas formularam toda sua existência, personalidade, hábitos e vontades como uma pessoa obesa. O processo de mudança da imagem pode desestabilizar tudo isso. O apoio psicológico não serve para apenas auxiliar o paciente a se manter magro, mas para, sobretudo, auxiliar no processo de ressignificação de si mesmo. Compreensão do impacto que os excessos faziam em sua vida e a não transpor os hábitos nocivos de uma coisa para outra.


Tenha carinho por seu processo. Compreenda que seu organismo é diferente de outras pessoas. Não se compare com outras pessoas. Siga acreditando que tudo depende da forma como você encara. 
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Douglas Amorim é psicólogo, atende em Cuiabá crianças, adolescentes, adultos. Coordena um grupo terapêutico para pacientes no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica. Há 3 anos realizou a cirurgia bypass e emagreceu 65kg.
 Realiza atendimento online e publica diariamente frases e pensamentos no perfil do Instagram: www.instagram.com/umpsicologoemcuiaba
Agendamentos de consulta pelo WhatsApp 65 9293 9445