segunda-feira, 16 de maio de 2016

Acho que eu deveria fazer psicologia!




“Acho que eu deveria fazer psicologia. Sou quase psicóloga. Como manicure escuto todas as minhas clientes. Elas se abrem comigo. E atendo mais pessoas que você que é formada em psicologia. Quer saber, você que devia fazer um curso de manicure.”
Aquilo entristeceu o coração da não tão recém formada assim.

A manicure, e tantas outras profissionais, consegue esse lugar de confidente de suas/seus clientes, onde acaba por se sentir um psicólogo amador porque acaba por se aproximar. Cria relação.
Sabemos exatamente que tipo de serviço a manicure pode nos oferecer, não é mesmo? E a escuta ofertada acaba sendo uma consequência de estar à disposição. E os psicólogos, a população sabe o que eles podem oferecer? Sabem como pode ajudá-los em diversas situações?
É preciso informar a população sobre a profissão. É preciso desburocratizar e desmistificar o acesso à psicoterapia.
A maior ferramenta que temos de divulgação é a internet. Hoje no Brasil o número de lares brasileiros conectados à internet chegou à 32,3 milhões de domicílios em 2014. Pela primeira vez, 50% do total das casas estão conectadas, mostra a pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br).
Ou seja, temos uma população ávida por conteúdo e por acesso à informação. Essa é também a população interessada em seu próprio desenvolvimento.
Se você perguntar para alguns deles se já ouviram falar do coach e se sabem como ou em que um coach pode ajudá-lo, provavelmente saberão responder. Já um psicólogo ainda ficarão no estigma que psicólogo é para casos de surto ou extremidades. É justamente esse estigma que faz eles se aproximarem da manicure, do cabeleireiro, do coach, e tantas outros profissionais que prestam um serviço e por consequência, acabam se abrindo com eles.
Mas, eles não possuem a ciência psicológica como manejo para ajudar as pessoas.
É necessário criar canais abertos para a população saber sobre a profissão. E a internet oferece inúmeras ferramentas para isso. Blogs, perfis no instagram ou facebook, videos no youtube. E agora aplicativos como FalaFreud. Que são plataformas de acesso à população que tem receios, ou incertezas, de como um psicólogo poderá contribuir com seu desenvolvimento, poderá experienciar o contato com um profissional e então, compreender a dimensão do seu trabalho.
A cada pessoa conectada aos profissionais por meio da rede não será apenas um cliente/paciente para o profissional, mas será uma pessoa que estará conhecendo a ciência psicológica e assim sendo um multiplicador da profissão. A psicologia só tem a ganhar com isso e as pessoas que gostaríamos de ajudar em seus desenvolvimentos também.
- Douglas Amorim CRP 18/01648
psidouglas@hotmail.com
65 9293 9445

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