sexta-feira, 20 de maio de 2016

"Emagreci e continuo me sentindo desanimado (a). E agora?!"





Quando acima do peso cria-se o mito de colocar a expectativa que irão se solucionar todos as  questões e,  problemas  emocionais com o emagrecimento. E essa expectativa gera a decepção em muitos ex-obesos, ou obesos em recuperação, como eu prefiro chamar.

Muitos deles emagrecem e mesmo assim continuam se sentindo deprimidos, com baixa auto-estima. Muitos não alcançam a imagem desejada e com isso julgam até que estavam melhores antes do emagrecimento.

Isso acontece porque a medida que o corpo muda e, com ele, a auto-imagem modifica também. 

 As relações tendem acompanhar esse emaranhado  de mudanças, e é necessário se refazer, se repensar, redescobrindo o que se é. Quando obeso  acaba por deixar de fazer e ser muitas coisas por inúmeras questões e, então magro já não há mais justificativas. Há que considerar também a pressão das pessoas para se estar feliz com sua nova condição. 

As pessoas tendem a diminuir as questões emocionais apontando que não há motivo para a tristeza, o desanimo ou infelicidade, e essa proibição é a causa e a consequência de se manter ou agravar um estado que pode levar a depressão. 

Eu sou psicólogo, e ex obeso. Emagreci cerca de 65 kgs. Fiz a cirurgia bypass há 3 anos e hoje faço acompanhamento de pacientes que estão no pré e no pós operatório. E percebo que o emocional influencia 100% na percepção se a decisão foi correta ou não pela cirurgia. 

Muitas dessas pessoas passaram a vida como obesos, e construíram suas personalidades sob essa condição. Ao emagrecer precisam reaprender a ser elas mesmas. A se reconhecerem inclusive no espelho. Há muitos estudos que apontam que o ex obeso tenta fazer a compensação de alguma forma, essa compensação é emocional. Muitos adquirem novos hábitos nocivos, como alcoolismo, cigarros, promiscuidade, vicio em compras, etc. 

Por isso o acompanhamento psicológico não se dá apenas para ajudar a se manter magro, mas principalmente apoiar emocionalmente as mudanças para que possa se ter uma nova vida saudável, em todos os aspectos.

O emocional não é uma soma matemática, é necessário se debruçar sobre as questões e transformá-las em conhecimento de si mesmo, para que haja um continuo caminho de melhoria pessoal e desenvolvimento de habilidades emocionais. E isso se faz com psicoterapia.

-Psicológo Douglas Amorim CRP 18/01648

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Acho que eu deveria fazer psicologia!




“Acho que eu deveria fazer psicologia. Sou quase psicóloga. Como manicure escuto todas as minhas clientes. Elas se abrem comigo. E atendo mais pessoas que você que é formada em psicologia. Quer saber, você que devia fazer um curso de manicure.”
Aquilo entristeceu o coração da não tão recém formada assim.

A manicure, e tantas outras profissionais, consegue esse lugar de confidente de suas/seus clientes, onde acaba por se sentir um psicólogo amador porque acaba por se aproximar. Cria relação.
Sabemos exatamente que tipo de serviço a manicure pode nos oferecer, não é mesmo? E a escuta ofertada acaba sendo uma consequência de estar à disposição. E os psicólogos, a população sabe o que eles podem oferecer? Sabem como pode ajudá-los em diversas situações?
É preciso informar a população sobre a profissão. É preciso desburocratizar e desmistificar o acesso à psicoterapia.
A maior ferramenta que temos de divulgação é a internet. Hoje no Brasil o número de lares brasileiros conectados à internet chegou à 32,3 milhões de domicílios em 2014. Pela primeira vez, 50% do total das casas estão conectadas, mostra a pesquisa TIC Domicílios 2014, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br).
Ou seja, temos uma população ávida por conteúdo e por acesso à informação. Essa é também a população interessada em seu próprio desenvolvimento.
Se você perguntar para alguns deles se já ouviram falar do coach e se sabem como ou em que um coach pode ajudá-lo, provavelmente saberão responder. Já um psicólogo ainda ficarão no estigma que psicólogo é para casos de surto ou extremidades. É justamente esse estigma que faz eles se aproximarem da manicure, do cabeleireiro, do coach, e tantas outros profissionais que prestam um serviço e por consequência, acabam se abrindo com eles.
Mas, eles não possuem a ciência psicológica como manejo para ajudar as pessoas.
É necessário criar canais abertos para a população saber sobre a profissão. E a internet oferece inúmeras ferramentas para isso. Blogs, perfis no instagram ou facebook, videos no youtube. E agora aplicativos como FalaFreud. Que são plataformas de acesso à população que tem receios, ou incertezas, de como um psicólogo poderá contribuir com seu desenvolvimento, poderá experienciar o contato com um profissional e então, compreender a dimensão do seu trabalho.
A cada pessoa conectada aos profissionais por meio da rede não será apenas um cliente/paciente para o profissional, mas será uma pessoa que estará conhecendo a ciência psicológica e assim sendo um multiplicador da profissão. A psicologia só tem a ganhar com isso e as pessoas que gostaríamos de ajudar em seus desenvolvimentos também.
- Douglas Amorim CRP 18/01648
psidouglas@hotmail.com
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